Quando o marketing digital ainda dava os primeiros passos, Danielle Sardenberg foi empurrada de cabeça nesse novo mundo. “As pessoas olhavam para mim e falavam: ‘nossa, o que será que ela fez de errado para ir para o digital?’”. Formada em publicidade e propaganda e acostumada a trabalhar com a parte mais tradicional do branding, no início ela não entendeu a mudança de setor.“Eu lembro que, na época, eu perguntei: ‘Mas por que eu? Eu não sei nada de digital, absolutamente nada’.” Ela falou para o chefe: “Você me conhece, trabalho para você há muitos anos, você sabe que eu não sei absolutamente nada de digital”. A resposta que recebeu foi: “Nem você, nem eu, nem ninguém, mas eu te conheço, você é inquieta o suficiente para ir atrás.”Hoje, ela percebe que foram justamente essas características — a inquietude, a agitação e a curiosidade — que construíram a sua carreira de sucesso. Após 25 anos trabalhando na área, ela celebra o cargo de diretora de marketing do banco digital PicPay. No Mulheres Positivas desta semana, ela fala sobre os desafios e responsabilidades do novo passo profissional.Enquanto gestora, Dani valoriza a diversidade de ideias na hora de compor uma equipe. “Com gente que pensa igual a mim, eu só vou no lugar que eu já sei chegar sozinha. Então, eu preciso de alguém que me dê aquelas incomodadas. É onde você consegue as composições que, na minha visão, são as composições de maior sucesso”, fala.Fora do mundo financeiro, ela também se realiza promovendo mentorias profissionais. Ela destaca que, principalmente nos grupos de mulheres, procura trabalhar a insegurança. “A gente sempre acha que não é suficiente. Isso é uma coisa que a gente tem que aprender com os homens. Os homens se jogam muito mais fácil, muito mais rápido.” Ela acredita que enfrentar esses obstáculos é construir um mercado de trabalho melhor do que o de quando ela começou.Dani conta que, quando escuta os pais falarem sobre suas carreiras, eles não lembram de nenhum grande projeto que entregaram, mas sim das pessoas e de suas histórias. “Eu acho que, quando eu tiver lá meus 80, também vou lembrar das histórias das pessoas. O que eu procuro fazer com a mentoria é compartilhar um pouco do que eu aprendi.”A primeira dica que ela costuma dar para quem quer se aventurar no mercado é sobre autoconfiança. “Você tem que achar que você consegue. Não se julga tanto e fala o que você quer, se joga. ‘Eu não sei tudo’, não tem problema, uma hora você aprende, todo mundo aprende”, defende. Ela também fala sobre a importância de priorizar a independência financeira, algo que aprendeu ainda jovem, com a família. “Meu avô faleceu muito cedo e deixou minha avó paterna numa situação muito difícil. Só que ela era uma mulher de muita garra e foi. Então, minha família sempre teve isso muito claro, mas não é comum”, pondera. “Quando você é independente, não é sobre ser rico ou sobre ter muito ou pouco dinheiro, é sobre ter a capacidade de se manter sem depender de ninguém, seja quem for. Eu acho que esse é o máximo possível da liberdade”, conclui Dani. Assista à entrevista completa:Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!








