Quando você procura um novo controle , já notou que há um excesso de opções com e sem fio ? Ainda que o modelo com o cabo remeta a tempos antigos, cada um deles oferece uma facilidade distinta que pode te ajudar a atingir seus objetivos em determinados games. A tecnologia wireless facilitou muita coisa, principalmente os fios enrolados e o limite de extensão que a outra alternativa carregava antigamente. Contudo, será que é o melhor caminho para você ou há diferenças que vão além de um simples fio conectado? Na verdade, existem distinções que podem significar a vitória ou a derrota em certos jogos — assim como um conforto maior para sessões longas. Seja para os consoles de mesa ou PCs, saber qual se encaixa melhor no que procura é essencial se deseja ter a melhor experiência possível. Para te ajudar, nós do Canaltech explicamos o que difere do controle com e sem fio . Nem sempre os recursos modernos são o melhor caminho, além disso há vantagens em adotar versões mais recentes, que podem se destacar por mostrar que certas decisões se tornaram obsoletas. Confira abaixo: Controle com fio é um clássico injustiçado Um verdadeiro ícone dos videogames entre os anos 1970 e 2000, o controle com fio se tornou uma memória reconfortante para muitos saudosistas . Quem viveu o auge deste movimento, nos anos 1990, lembra com perfeição a sensação de “desenrolar” o fio para iniciar suas aventuras no SNES ou no PS1. Entretanto, com a chegada dos dispositivos sem fio, muitos acreditam que estes periféricos viraram uma relíquia . Uma parte do passado que insiste em existir, opção apenas para quem busca saídas mais econômicas. Só que não é bem assim que a banda toca, caros leitores. Mesmo visto como um clássico, ele traz muitas vantagens que muita gente ignora. A principal é o tempo de resposta , que ocorre de forma praticamente instantânea. Em uma jornada single player, com foco em narrativa, você não sente muitas diferenças. No entanto, em títulos multiplayer isso é o que separa quem vence e quem cai no ranking. Em experiências de luta, jogos de tiro em primeira pessoa e até em corrida, cada milissegundo conta. A defesa perfeita, o tiro que atingirá o adversário primeiro ou aquela virada de curva que, se o timing errar, seu carro sai da pista, são apenas alguns casos que dependem excessivamente deste detalhe. O fio pode ser um incômodo, mas se você quer elevar o nível para estes games, essa é a sua alternativa ideal. Além disso, por não possuírem baterias, estes controles costumam ser mais leves e trazem um conforto maior em um gameplay mais longo — como naquelas madrugadas de COD ou Counter-Strike 2. Isso significa que ele tem um desempenho melhor, mesmo com um formato que se manteve por décadas. Se esta é a sua realidade, é importante levar tudo isso em consideração antes de comprar um controle. Seus adversários com certeza vão pensar nisso, logo você desejará ser deixado para trás? Ainda assim, nem tudo são flores com os controles com fio. Você precisa estar próximo do console ou PC para utilizá-lo (cabos longos e adaptadores não resolvem, já que perdem qualidade), bem como ele pode “prender” em algo e boa sorte para perceber isso antes de dar aquele puxão ou forçá-lo indevidamente. Nos computadores isso não é um problema grande, mas nos videogames ainda há o risco de alguém passar pelo fio e derrubar algo . Se levarmos em conta que um hardware “básico” está entre R$ 3.500 e R$ 4.000, é bom torcer para o seu controle voar da sua mão antes de ter danos maiores. Seu preço mais barato permite uma alternância menos dolorosa ao bolso, caso se faça necessária. O importante é cuidar para o cabo não dobrar muito, desfiar ou sofrer por mordidas (cuidado, pais e mães de pets) e a sua experiência tem tudo para ser a mais positiva possível. O futuro é sem fio? Desde o XBOX 360 e o PlayStation 3, os consoles de mesa introduziram a tecnologia sem fio — que se manteve até os dias atuais. Nos computadores isso já existia há algum tempo, mas só virou um padrão a partir do final da década de 2000. Sua grande vantagem é a liberdade que oferece : você pode sentar sem colocar nada no caminho entre o jogador e a TV, mudar de posição, se distanciar ou aproximar e não sofrer por nenhuma barreira física com isso. Esta comodidade é o principal atrativo deste formato , que se tornou o mais utilizado na indústria hoje em dia. Cansou da sua cadeira e quer deitar na cama, sem perder um instante da partida ou daquela fase que te encantou? É possível. Porém, isso não surge sem um custo — que é alto, diga-se de passagem. Não falo apenas do preço, que costuma ser mais elevado, mas também de diversos fatores que são perdidos com a tecnologia wireless em jogo. Um dos maiores empecilhos é a bateria , que sempre incomoda em algum grau. Em periféricos modernos, com vibração, touch, som no próprio dispositivo e funções como o feedback háptico e conexão a headsets, às vezes não tem um que dure de 3 a 4 horas de gameplay sequencial . Na prática, se optar pelo controle sem fio, o ideal é comprar sempre dois. Um deles se torna aquele que você só utiliza quando o outro estiver para carregar (quase sempre o seu favorito, pela cor, marca ou outras razões pessoais). Sempre tem o argumento de “se eu colocar o cabo, continuo a jogar normalmente” e quem diz isso está certo. No entanto, se você está sempre com ele conectado, realmente valeu a pena ter gasto com um modelo wireless em vez de ter comprado uma versão mais barata, com este fim? Outro detalhe importante é que, por causa da bateria, esses controles costumam ser mais pesados e provocam uma carga extra de cansaço enquanto você joga. É quase imperceptível sim, mas se você quer maratonar alguma experiência ou está naquela madrugada com os amigos em partidas coop ou competitiva, o peso fará diferença. Tanto os controles com Bluetooth quanto os que usam adaptadores 2.4 GHz costumam ter o famoso input lag — atraso na resposta dos comandos. Com a tecnologia atual, isso se tornou um problema minúsculo, já que muita gente sequer sente ele em games casuais. Não é o mais indicado em títulos multiplayer, porém em um jogo de ação, RPGs, hack and slash e outros essa opção funciona muito bem e pode ser o melhor caminho para o consumidor. Mesmo assim, é importante saber as diferenças que eles apresentam, para compreender o que ganha e o que perde. Ainda que minúsculo, existem também riscos de interferência de outros dispositivos da sua casa . Como hoje temos todo o conceito de casa conectada, smartphones no bluetooth o tempo todo, fones sem fio e mais, mesmo sem uma conexão direta eles podem atrapalhar o sinal e frustrar a sua diversão. Qual é a melhor opção de controle para mim? Em resumo, o controle sem fio não é “pior” do que a versão com fio . Por outro lado, esta segunda não é obsoleta por ter sido usada nos “tempos jurássicos” da comunidade gamer . Cada um deles se encaixa muito bem em determinados cenários, com o peso da decisão pendente pela forma como cada um joga. Se você tem um PC e gosta de jogos competitivos, por exemplo, um periférico cabeado não será um impedimento e pode te ajudar a definir algumas vitórias. O mesmo vale para os casos de pessoas que deixam o PS5, XBOX ou Switch 2 no setup principal. No modo multiplayer, este modelo faz toda a diferença. Lutas, conflitos armados e corridas digitais exigem precisão e quem costuma apelar para as partidas ranqueadas ou almeja o cenário dos esports não abrirá mão de levar isso em conta. Porém, se o seu estilo é o tradicional: liga o videogame na estante, corre para o sofá e começa a jogatina, os dispositivos sem fio não serão um entrave para a sua diversão. Vai precisar carregar sua bateria a cada 3 ou 4 horas? Sim, mas é o tempo também de se alimentar, ir ao banheiro, dar uma esticada nas pernas e pegar um pouco de sol. No caso de jogar títulos competitivos nestas plataformas, com crossplay, é recomendável que repense a disposição para atender um controle com fio sem entraves. Vale arrumar o console na sua mesa, aproximar o sofá (cuidado com a vista), jogar em horários que não tenha ninguém em casa ou no qual as pessoas dormem etc. O ideal é que todos estes fatores façam uma conversão à sua realidade. Não é pecado algum disputar Rainbow Six Siege em um controle sem fio ou inserir um cabo USB para curtir franquias como Assassin’s Creed e Uncharted. Basta saber a sua preferência e se adequar do melhor modo para optar pelo que atenderá suas necessidades. A opção que mais se adequa é aquela na qual o controle cumpre com as suas expectativas . A escolha com fio traz diversas vantagens, mesmo 50 anos depois de se tornar popular — contudo, tira a liberdade de movimento e pode provocar incidentes. Já sem fio, você tem esta autonomia, mas em troca precisa ter vários cuidados para não atrapalhar a diversão. Leve em consideração não apenas estes fatores, mas também fatores como os preços, durabilidade e recursos que são oferecidos em cada — como o Hall-Effect, iluminação, botões extras e/ou cambiáveis e outros que podem impulsionar ainda mais sua experiência ou atrapalhá-la. Entre o Hall Effect vs. TMR: você entende as diferenças nos controles antidrift ? Este detalhe também faz toda a diferença, já que pode pesar na escolha de seu periférico e, consequentemente, impactará na diversão.






