O foco da brasileira na Índia tem como pano de fundo as oportunidades do mercado asiático

Embraer Legacy 600 — Foto: Reprodução
Embraer Legacy 600 — Foto: Reprodução · Imagem: Embraer Legacy 600 — Foto: Reprodução

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Embraer compra 51% da indiana Novavayu Aerospace por R$ 27 milhões
Embraer compra 51% da indiana Novavayu Aerospace por R$ 27 milhões · Imagem: Source: valor.globo.com

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A multinacional indiana Mahindra & Mahindra divulgou que a Embraer comprou 51% de participação na Novavayu Aerospace Limited (NAL), uma subsidiária da companhia. O valor da aquisição foi de 510 milhões de rúpias indianas, ou R$ 27 milhões. Segundo o comunicado, a transação deve ser concluída até primeiro de dezembro deste ano.

“Em decorrência da referida aquisição de uma participação de 51% pela Embraer, a NAL deixará de ser uma subsidiária integral e passará a ser uma coligada da MDSL, uma subsidiária integral indireta da companhia”, disse, no comunicado.

A NAL não existia durante o exercício financeiro encerrado em 31 de março de 2026, tendo sido constituída em 29 de julho de 2026 como subsidiária integral da Mahindra Defence Systems Limited (MDSL).

O foco da brasileira na Índia tem como pano de fundo as oportunidades do mercado asiático. Apesar de um país com dimensões continentais e população de 1,5 bilhão de pessoas, a Embraer tem apenas 49 aviões em operação por lá — globalmente, são 4 mil aeronaves.

Os planos da fabricante são avançar nos segmentos comercial e de defesa no mercado asiático. Além de abrir o escritório local, a brasileira firmou, em outubro, um acordo de cooperação estratégica com o conglomerado indiano Mahindra para promover o cargueiro militar multimissão KC-390 Millennium no país.

É no KC-390 que estão as maiores apostas na Índia. Mas por se tratar de um avião militar, as negociações são duras.

A Índia deve encomendar entre 40 e 80 aeronaves. A estimativa é de que o negócio seja definido até 2026. Parte da exigência é que a aeronave a ser encomendada tenha 50% de conteúdo nacional — o que apoiou a estratégia da Embraer de já iniciar uma subsidiária por lá. A companhia brasileira avalia, inclusive, instalar uma linha de montagem final no país, a depender do tamanho da encomenda.

O avião militar da brasileira participa hoje de uma competição com outros gigantes do setor, como o Lockheed C-130 Hercules e o A400M Atlas.

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