O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a Secretária-Executiva, Thairyne Oliveira, e o Secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo, visitaram a sede da ABESATA (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo) na quarta-feira (23). O ministro foi recebido pelo presidente da entidade, Ricardo Aparecido Miguel, e pelos principais empresários do setor de ground handling, que apresentaram os problemas enfrentados pelas empresas e discutiram abertamente caminhos para solucioná-los. “Ground Handling” refere-se ao conjunto de serviços e operações de atendimento prestados a uma aeronave, aos passageiros e à carga enquanto o avião está em solo no aeroporto.Foi a primeira vez, nos 12 anos de trajetória da ABESATA, que um Ministro de Estado esteve na sede da associação. Durante o encontro, Franca afirmou que o setor de ground handling é importante para a aviação e precisa de atenção. Segundo o ministro, a visita simboliza a intenção de estar mais próximo dos profissionais que atuam em solo, junto aos passageiros e às aeronaves. Uma das demandas apresentadas foi o acesso das empresas especializadas em serviços em solo a recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC). A medida permitiria investir em equipamentos mais produtivos, seguros e menos agressivos ao meio ambiente. Segundo a ABESATA, parte dos equipamentos utilizados pelo setor tem 30 ou 40 anos de uso. A dificuldade para obter peças de reposição aumenta o tempo de parada e a necessidade de equipamentos reserva, tornando a operação mais onerosa, além de congestionar os pátios dos aeroportos, normalmente com restrições de área operacional. Os empresários também defenderam o uso de recursos do Fundo Aeroviário para a capacitação de trabalhadores. De acordo com a entidade, as empresas de ground handling contribuem com cerca de R$ 25 milhões por ano, mas não recebem recursos de volta para essa finalidade. Outro tema levado ao ministro com a finalidade de articulação com outras autoridades públicas foi a aplicação de multas advindas da Receita Federal que o setor considera estar havendo um equívoco de interpretação do tema em razão do ruído nos aeroportos. No entanto, a precariedade dos contratos foi o ponto central da reunião. Atualmente, contratos de prestação de serviços em solo podem ser rescindidos sem justificativa, mediante aviso prévio de 60 dias. Para a ABESATA, essa falta de previsibilidade dificulta investimentos em equipamentos, tecnologia, qualificação profissional e segurança operacional.“Foi um encontro inédito para a ABESATA e uma oportunidade de mostrar ao ministro, diretamente, as dificuldades de um setor essencial para a aviação. Precisamos de condições para modernizar nossas operações e investir nas pessoas, e isso depende também de relações contratuais mais estáveis”, afirma Miguel. Participaram do encontro Edgar Nascimento, da WFS; Octavio Fernandes, da Swissport; José Augusto Nascimento, da Proair; Elber Biondi, da dnata; José Mario S. D. Braz, do Sineata; e Adriano Bruno, da Real Aviation.✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp









