Política / Eleições 2026

Presidente reeleito aumentou em mais de 10 milhões o número de votos em comparação ao primeiro turno
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O presidente do Brasil e candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, reage ao tomar conhecimento dos primeiros resultados do segundo turno da eleição presidencial, em São Paulo, Brasil — Foto: NELSON ALMEIDA
No primeiro discurso de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente reeleito, o petista brincou com Corinthians, seu time, em um trocadilho com a família Bolsonaro. O Corinthians perdeu na partida deste sábado para o Vasco na última rodada do Campeonato Brasileiro.
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— O Corinthians tá parecendo o Bolsonaro: só perde' — brincou o presidente, que é corintiano, no discurso de vitória para apoiadores e imprensa.
O clube ocupa o 17º lugar na tabela do Brasileirão e vem em uma sequência de 4 derrotas e 1 empate.
Virada histórica
O presidente reeleito aumentou em mais de 10 milhões o seu número de votos neste segundo turno em relação ao primeiro, passando de 53.879.538 eleitores para 64.170.618. O crescimento foi três vezes maior que o do seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que teve um incremento de apenas 3,6 milhões de eleitores. No primeiro turno, ele recebeu 56.104.503 votos e agora foram 59.790.152.
A mobilização para reduzir a abstenção de votos, vista principalmente no campo da esquerda, deu resultado. O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou o menor número desde o primeiro turno da disputa de 2010.
Com 99,86% das urnas apuradas, o TSE apontava que pouco mais de 30 milhões de brasileiros deixaram de votar no segundo turno, o equivalente a 19,21% do eleitorado. No primeiro turno de 2010 a abstenção havia alcançado o patamar de 18,12%. Desde o segundo turno de 2014 que o processo eleitoral não registrava abstenção abaixo dos 20% do eleitorado.
No primeiro turno deste ano, a abstenção havia atingido o maior percentual para essa etapa eleitoral desde 1998. Mais de 33 milhões de brasileiros não foram votar, em um cenário que alimentou discussões sobre o impacto da ausência dos eleitores no resultado da disputa. A queda do índice no segundo turno representava, assim, um sinal de maior mobilização do eleitorado na etapa decisiva da eleição.
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