É o bicho!

Após a medida, a Justiça adiou a eutanásia, concedendo um prazo de 10 dias para o juiz analisar o caso do cão; entenda o que aconteceu

Daniel Lima

05/10/2026 14:20

@Alyson Stringer / Reprodução / Facebook
Um cão de serviço chamado Major foi atropelado em março de 2025 e, assustado, mordeu uma pessoa que tentou socorrê-lo. Por conta disso, o pastor-belga foi levado a um abrigo em Austin, nos Estados Unidos. Agora, a luta do tutor, Shane Lilly, é para ter o animal de volta, já que o pet pode ser eutanasiado. A fim de evitar que isso aconteça, o homem entrou na Justiça contra o Estado, acusando a cidade de ignorar o papel de apoio do cão e pedindo uma avaliação para reabilitá-lo.
O procedimento de eutanásia havia sido marcado para 29 de setembro, no entanto, Shane conseguiu mais 10 dias de prazo antes que o animal sofra o procedimento.
Enquanto a análise judicial continua, o pastor-belga permanece isolado no abrigo de animais de Austin desde 31 de março de 2025, somando mais de 545 dias sem contato com pessoas, outros animais ou sua família.
@Alyson Stringer / Reprodução / Facebook
O cão já está há mais de 500 dias no abrigo
Entenda o que aconteceu com o cão
Em março de 2025, na Felix Avenue, o animal caminhava com o seu responsável e acabou atingido por uma caminhonete branca. Logo após o acidente, o tutor correu até em casa para buscar o celular e apoio de socorristas.
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De acordo com o San Antonio Express News, uma pessoa que passava pelo local tentou ajudar, colocando o animal ferido dentro de um carro, mas acabou mordida. O acontecimento fez com que as autoridades encaminhassem o cachorro ao abrigo municipal. Autoridades locais decidiram por submeter o pet a uma eutanásia, alegando que ele representava perigo.
@Alyson Stringer / Reprodução / Facebook
A decisão da justiça suspendeu a eutanásia para que o juiz possa avaliar melhor o caso
Batalha judicial e mobilização para salvar o cão
Para evitar a eutanásia, Lilly criou uma mobilização na plataforma Change.org que já reúne mais de 54 mil assinaturas. Em texto publicado na petição, o tutor desabafa que o animal “enfrenta uma injusta sentença de morte que nenhum animal merece” e destaca que ele agiu por instinto quando estava com dor, e não merece ser condenado sem justa causa.
O processo exige que a cidade considere alternativas de reabilitação e retreinamento antes de aplicar qualquer medida extrema. Na mesma petição, o responsável pelo pet faz um apelo ao público pedindo que assinem o documento para “ajudar a proteger nossos animais de estimação e cães de serviço contra danos injustificados”.

