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Walter Koenig, o Chekov da série clássica de ‘Star Trek’, morre aos 90 anos
Walter Koenig, o Chekov da série clássica de ‘Star Trek’, morre aos 90 anos · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Gerando resumo

Walter Koenig, o Chekov da série clássica de ‘Star Trek’, morre aos 90 anos
Walter Koenig, o Chekov da série clássica de ‘Star Trek’, morre aos 90 anos · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Walter Koenig, uma figura marcante da franquia Star Trek como Pavel Chekov, o navegador russo a bordo da USS Enterprise, morreu neste domingo, 25, em sua casa no bairro de North Hollywood, em Los Angeles. Ele tinha 90 anos.

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A morte foi confirmada por seu agente, Zachery McGinnis.

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O alferes Pavel Chekov — que chegou no início da segunda temporada da série, no outono americano de 1967 — foi concebido como a solução para um problema demográfico. Gene Roddenberry, o criador de Star Trek, ouviu que os espectadores jovens consideravam os protagonistas do show, William Shatner (Capitão Kirk) e Leonard Nimoy (Sr. Spock), que tinham ambos 35 anos quando a série começou, praticamente de meia-idade.

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Walter Koenig viveu Chekov em 'Jornada nas Estrelas' Foto: NBC/Reprodução

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Assim, Chekov foi posicionado como um tipo mais jovem — Koenig tinha 30 anos quando foi escalado —, completo com um corte de cabelo estilo mop-top (com madeixas na testa) que os produtores esperavam que lembrasse Davy Jones, dos Monkees, a popular banda de rock criada para a TV

Walter Koenig, o Chekov da série clássica de ‘Star Trek’, morre aos 90 anos
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Seu personagem também representava um futuro além do equilíbrio do terror atômico da Guerra Fria: um futuro no qual um oficial russo poderia servir sob o comando de um capitão de Iowa enquanto uma humanidade unificada explora as estrelas.

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Walter Koenig, o Chekov da série clássica de ‘Star Trek’, morre aos 90 anos · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Koenig, cujos pais eram imigrantes judeus russos da Lituânia, nasceu em Chicago; seu sotaque em cena era teatral. Ao longo das duas temporadas restantes da série na TV aberta, antes de Star Trek se transformar em um fenômeno multimídia da cultura pop, Chekov apareceu em 36 episódios, na maioria das vezes apenas fazendo seu trabalho e proferindo declarações práticas como: “Velocidade de dobra 2, Capitão.”

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Seu episódio favorito, segundo Koenig, era “Spectre of the Gun” (1968), no qual os tripulantes da Enterprise foram forçados por alienígenas a participar de um duelo de tiro no Velho Oeste. Naquele episódio, Chekov levou um tiro no peito disparado por Wyatt Earp (que acabou se revelando apenas uma ilusão) e desfrutou de um carinho efusivo de uma hostess de um saloon.

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Koenig era irreverentemente honesto sobre as deficiências tecnológicas de Star Trek. Antes de ser escalado, disse ele, nunca tinha assistido a um episódio completo porque, ao trocar de canal, notara que, em uma cena externa, as rochas pareciam feito de isopor. Questionado por um entrevistador sobre os efeitos especiais do show, ele balançou a cabeça e disse: “Nem os gatilhos disparavam.”

Walter Koenig no Emmy de 2018 Foto: AP Photo/Richard Shotwell

Dos filmes de Star Trek nos quais apareceu, lançados entre 1979 e 1994, ele considerava Jornada nas Estrelas IV: O Salvamento da Terra (1986) “o melhor filme que fizemos”, disse ele à Yahoo Entertainment em 2016. Uma história de viagem no tempo centrada no resgate de baleias do século 20 para salvar a Terra de uma ruína certa cerca de 300 anos depois, o filme representava, segundo Koenig, a visão de Roddenberry de contar “histórias sociopolíticas que falavam sobre o que estava acontecendo no mundo na época”.

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Naquele filme, Chekov foi interrogado por agentes do FBI curiosos sobre seu sotaque russo e seu phaser, além de ter confundido os moradores de São Francisco ao perguntar onde ficavam os “vazilames nucleares” (nuclear wessels, fazendo trocadilho com o sotaque russo para vessels).

A trajetória de Walter Koening

Walter Marvin Koenig nasceu em 14 de setembro de 1936, em Chicago, filho de Isadore e Sarah (Strauss) Koenig. (O sobrenome da família foi alterado de Königsberg quando seu pai imigrou para os Estados Unidos.) Sua mãe havia trabalhado em uma loja de chapéus na Inglaterra enquanto a família estava a caminho dos Estados Unidos. Seu pai trabalhou, entre outras coisas, como músico, proprietário de casa noturna e, pouco antes da Segunda Guerra Mundial, como tradutor itinerante para a RCA Victor.

A família mudou-se para Nova York, e Walter cresceu na seção de Inwood, em Manhattan. Ele frequentou a Grinnell College, em Iowa, como estudante de pré-medicina (considerava a psiquiatria como carreira) antes de se transferir para a UCLA, onde obteve o bacharelado em psicologia. Mas ele estava “realmente sem rumo quanto ao que fazer da vida”, lembrou ele em uma entrevista de 2013 para o Archive of American Television. “Eu era uma folha ao vento.”

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Depois de interpretar papéis principais em produções teatrais no ensino médio e na faculdade, ele decidiu fazer uma aula de atuação. O professor viu talento e o incentivou a tentar a carreira de ator.

Após dois anos no Neighborhood Playhouse, em Nova York, Koenig fez sua estreia na televisão em Day in Court, uma série diurna. Ele também teve papéis na telinha em Mr. Novak, The Alfred Hitchcock Hour e, para sua sorte, The Lieutenant, uma série dramática criada por Roddenberry, que se lembrou dele três anos depois, quando estava escalando o elenco de sua nova série espacial.

Quando os anos de Star Trek terminaram, a ficção científica chamou novamente. Em 12 episódios de Babylon 5 nos anos 1990, Koenig interpretou Alfred Bester, um policial telepático e manipulador do século XXIII. Em 2020, ele apareceu em Unbelievable!!!!!, uma paródia de Star Trek estrelada por Snoop Dogg e com a participação de vários outros atores das diversas séries da franquia.

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Um primeiro casamento com a atriz Anjanette Comer terminou em divórcio. Em 1965, ele se casou com Judy Levitt, também atriz, que apareceu em três filmes de Star Trek. Ela morreu em 2022. Koenig deixa a filha do casal, Danielle Koenig, e um neto.

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Koenig disse que, no início dos anos 1970, “chegou ao fundo do poço” financeiramente depois que a série original de Star Trek saiu do ar. Em resposta aos seus problemas financeiros, começou a escrever roteiros para ajudar a pagar as contas e vendeu vários episódios piloto, lembrou ele em uma entrevista de 1994 a um documentarista. Ele escreveu um episódio de Star Trek: The Animated Series e teve vários outros créditos nas décadas de 70 e 80.

Ele era modesto sobre a importância relativa de seu personagem mais famoso e generoso em sua avaliação sobre os fãs, que passaram a ser conhecidos como trekkies. Eles não eram apenas pessoas da área de computação ou estudantes universitários, destacou ele em entrevista ao Archive of American Television.

“Eram pessoas que tinham um senso de humanidade, um senso de justiça e uma espécie de inclinação política”, disse Koenig. “Pessoas que tinham imaginação — e pessoas que amavam monstros.”

Este artigo foi publicado originalmente no The New York Times.

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.

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