Alfredo Henrique

Foto colorida de homem que atropelou três pessoas em São Paulo.
Foto colorida de homem que atropelou três pessoas em São Paulo. · Imagem: Reprodução.

Policial havia sido preso por crime culposo, quando não há intenção, mas investigação constatou que ele assumiu risco de matar 3 pessoas

Carcereiro bêbado que atropelou família teve intenção de matar, diz polícia
Carcereiro bêbado que atropelou família teve intenção de matar, diz polícia · Imagem: Source: www.metropoles.com

Alfredo Henrique

08/10/2026 13:21

Reprodução.

O policial civil Douglas Willian Pedroso (imagem em destaque) foi indiciado por tentativa de homicídio, com intenção de matar. Ele estava bêbado, como confirmou exame toxicológico, e atropelou uma família que atravessava na faixa de pedestres, com o semáforo fechado para veículos, em 30/9 na Avenida Cruzeiro do Sul, zona norte paulistana. Um menino de 9 anos segue internado em estado grave.

A decisão foi comunicada à Justiça, pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, na segunda-feira (5/10), e obtida em primeira mão pela coluna nesta quinta (8/10).

Quando o carcereiro foi preso em flagrante, ele havia sido primeiramente indiciado por crime culposo, quando não há intenção. Douglas está lotado na Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

“Sentiu um impacto”

Após a versão dele ser desmentida por laudos, que constataram a ingestão de bebidas alcoólicas — além de câmeras de monitoramento, que comprovaram a alta velocidade com a qual desrespeitou o sinal vermelho — a Corregedoria determinou a mudança do tipo de crime atribuído ao policial.

Em depoimento, acompanhado de sua defesa, o policial negou que tenha bebido. Acrescentou que o semáforo estava verde para ele e que, ao atravessá-lo, “sentiu um impacto”.

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“[Ele] não parou por acreditar ter atingido algum objeto […] e que só soube do atropelamento quando um motociclista o abordou”, diz trecho de relatório policial.

Dirigindo viatura

A investigação comprovou que Douglas conduzia uma viatura do Deic, sem identificação. Em decorrência do forte impacto, após o atropelamento, o para-choque do veículo rachou no meio.

Policiais militares, que apoiavam uma ocorrência nas imediações, afirmaram à Polícia Civil que “ouviram um estrondo”. Ao seguirem a origem do som, encontraram mãe e filho caídos no asfalto.”O menino estava desacordado e agonizando, e a filha mais velha, em desespero, pedia ajuda na via pública”, diz trecho do relato.

Eles foram encaminhados ao Hospital das Clínicas, onde o garoto segue internado, em estado grave.