Angela Carne e Osso é a personagem principal do filme A Mulher de Todos, dirigido e escrito por Rogério Sganzerla. Por esse papel, Helena Ignez recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Brasília, em 1969. A personagem acabou sendo revolucionária, por ser uma mulher irreverente e rebelde, exercendo total fascinação nos homens, consumindo-os à curtíssimo prazo, abandonando-os em seguida. A performance de Ignez como Angela Carne e Osso foi referência para muitas atuações femininas no cinema brasileiro, sendo uma influência em direção a uma espontaneidade maior. Ao lado de Sônia Silk de Copacabana Mon Amour, também interpretada por Ignez, é considerada uma das personagens mais famosas do movimento cinematográfico cinema marginal, assim como uma das mais marcantes.
História Em A Mulher de Todos, Angela Carne e Osso é uma ninfomaníaca que rompe com o seu último caso e passa o fim de semana na Ilha dos Prazeres. Acaba encontrando o playboy Vampiro e o jovem Armando. Os dois são seduzidos por ela. O extravagante Doktor Plirtz, seu marido, não consegue acompanhá-la à Ilha dos Prazeres, por conta de compromissos no escritório. Acaba contratando um detetive particular com objetivo de comprovar a fidelidade dela.
Recepção Por ter sido lançado durante a ditadura militar, o filme e a personagem não foram bem recebidas pela crítica. Em 2025, quando A Mulher de Todos foi restaurado e exibido na Cinemateca Brasileira, Helena Ignez disse o seguinte sobre a personagem: "Ela é terrível, e dentro disso tem uma grande modernidade". Ainda disse: "O filme tem uma crueldade do momento, uma inteligência extraordinária, com uma graça que vem do humor".
Referências