A Catedral de Nosso Senhor do Bonfim e São José é um templo católico situado em Grajaú, no Maranhão e sede da Diocese de Grajaú.
História Grajaú foi elevada à Prelazia de São José do Grajaú em 10 de fevereiro de 1922 pela bula Rationi Congruit, do Papa Pio XI. A necessidade de uma catedral mais adequada era já percebida nos primórdios da prelazia, pelo primeiro prelado, Dom Roberto Júlio Colombo, OFMCap (1870‐1927). Ele via que a igreja matriz existente já estava em condições precárias. A construção da nova igreja ocorreu entre 1938 e 1941, sob coordenação da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, com Frei Francisco de Chiaravalle sendo um dos responsáveis. O frei Francisco também foi responsável pela construção do Palácio Episcopal de Grajáu (1947) e outras igrejas no Maranhão, Piauí e Ceará, como: Igreja Matriz de Santa Teresa em Imperatriz (1935/37), o colégio de Santo Antônio em Barra do Corda (1941/44); o Convento de São Sebastião em Parnaíba (1948/49); a nova Igreja Matriz de Barra do Corda (1950/51), o Convento e o Santuário de São Francisco em Juazeiro do Norte (1950/57), a Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Fortaleza (1957/63) e o Convento de Sobral (1962/65). Mesmo antes da construção física, houve planejamento, coleta de material, articulação com Roma (com auxílio financeiro papal após dom Roberto viajar à Itália e se encontrar com o papa Pio XI), graças aos esforços do bispo. Ele não chegou a ver a obra concluída, dado que faleceu antes. O sucessor Dom Emiliano José Lonati continuou a execução. Dom Roberto Colombo foi sepultado na catedral. A igreja antiga (matriz primitiva) ficava no Largo do Colégio Diocesano, próxima à antiga mangueira da “cidade alta”. Em 4 de agosto de 1981, foi promovida à diocese e, em 9 de outubro de 1984, passou a se denominar Diocese de Grajaú. Em 04 de agosto de 2022, foi realizado o rito de dedicação e a catedral passou a se chamar Catedral Nosso Senhor do Bonfim e São José, tendo em vista que Nosso Senhor do Bonfim é o patrono da cidade e São José é o patrono da diocese.
Características arquitetônicas A fachada da Catedral de Nosso Senhor do Bonfim, e São José é marcada por uma torre principal que se destaca no horizonte urbano da cidade. Sua verticalidade confere ao edifício uma presença dominante, visível de diferentes pontos do centro histórico, e reforça seu papel como marco visual e espiritual da região. A cor amarela, predominante em sua pintura, é um elemento visual marcante, típico de muitas construções religiosas do Nordeste brasileiro. Esse tom vibrante cria um contraste expressivo com o céu e com o entorno urbano, transmitindo uma sensação de vivacidade e acolhimento aos fiéis e visitantes. Arquitetonicamente, a Catedral revela uma fusão de estilos, principalmente com influências neogóticas e neoclássicas. Observam-se arcos altos, janelas verticais com vitrais ou caixilhos, e uma torre única encimada com um relógio. A ornamentação, embora discreta, é bem definida nos elementos de fachada, refletindo uma sobriedade que se alinha à estética dos frades capuchinhos, responsáveis pela obra.
Referências