The President's Analyst (bra: A Louca Missão do Dr. Schaefer) é um filme americano de comédia satírica de 1967 escrito e dirigido por Ted Flicker e estrelado por James Coburn. O longa-metragem possui elementos de sátira política e ficção científica, incluindo temas relacionados à ética moderna e à privacidade, especificamente a intrusão da aliança de telecomunicações, trabalhando com o governo dos Estados Unidos, na vida privada dos cidadãos. The President's Analyst foi lançado nos cinemas em 21 de dezembro de 1967 e inicialmente não foi um sucesso comercial. No entanto, foi bem recebido pela crítica e eventualmente alcançou o status de cult.
Enredo O psiquiatra Dr. Sidney Schaefer (James Coburn) é escolhido pelo governo dos Estados Unidos para atuar como psicanalista pessoal ultrassecreto do presidente, por indicação de Don Masters (Godfrey Cambridge), um assassino da Agência Central de Investigações (CEA) que investigou Schaefer enquanto passava por sua própria psicanálise . A decisão de escolher Schaefer contraria o conselho de Henry Lux (Walter Burke), o diminuto diretor do Departamento Federal de Regulamentação (FBR), composto exclusivamente por homens. ("Lux" lembra "Electrolux", que, assim como J. Edgar Hoover foi uma famosa marca de aspirador de pó .) Schaefer recebe uma casa no bairro nobre de Georgetown e um escritório confortável conectado à Casa Branca por um túnel secreto. Desse local, ele deve estar à disposição 24 horas por dia, para se adequar à agenda agitada do presidente. No entanto, o analista do presidente tem um problema peculiar: não há ninguém com quem ele possa conversar sobre os problemas pessoais e ultrassecretos do líder nacional. Conforme o estresse aumenta gradativamente, Schaefer começa a sentir que está sendo vigiado por todos os lados, até que desenvolve paranoia clínica; ele chega a suspeitar que sua namorada, Nan, o espiona como agente da CEA. Todas as suspeitas paranoicas do protagonista acabam se confirmando. Pior ainda, Schaefer tem o hábito de falar enquanto dorme. Schaefer foge com a ajuda de uma família americana "típica" de Nova Jersey, que o defende de agentes estrangeiros que tentam sequestrá-lo nas ruas. Ele escapa com a ajuda de um grupo hippie liderado pelo "Velho Vaqueiro" (Barry McGuire), enquanto espiões de várias nações tentam o sequestrar para obter informações secretas que o presidente lhe revelou. Enquanto isso, agentes do FBI o procuram com ordens para "liquidificá-lo" por considerá-lo um risco à segurança nacional. Eventualmente, Schaefer é encontrado e sequestrado por agentes do Serviço Secreto Canadense disfarçados de banda pop britânica. Schaefer é resgatado dos canadenses e de um assassino do FBI por Kropotkin (Severn Darden), um agente russo da KGB que pretende levá-lo para a União Soviética. Kropotkin repensa seu plano após uma sessão de psicanálise com o doutor, durante a qual começa a lidar com seu ódio reprimido pelo pai, chefe da KGB, por ter mandado fuzilar sua mãe durante o expurgo de Josef Stalin em 1937. Agora, sentindo que precisa da ajuda do médico para continuar sua autoanálise, ele o devolve em solo americano. Kropotkin organiza um resgate com seu colega de confiança da CEA, Don Masters, mas Schaefer é sequestrado novamente, desta vez pela TPC (The Phone Company), uma organização muito mais insidiosa do que a CSS, a FBR ou a KGB, que o vinha observando secretamente. Levado para a sede da TPC em Nova Jersey, ele é apresentado ao seu líder, que deseja a ajuda de Schaefer para executar seu plano de dominação mundial. Enquanto o líder da TPC faz sua apresentação, um close-up da câmera revela cabos eletrônicos conectados a um de seus pés, revelando que ele é, na verdade, um robô animatrônico. A TPC desenvolveu um "milagre eletrônico moderno", o Comunicador Cerebral (CC), um dispositivo microeletrônico capaz de se comunicar sem fio com qualquer outro CC no mundo. Com o CC implantado no cérebro, o usuário precisa apenas pensar no número de telefone que deseja ligar e a conexão é instantânea, eliminando assim a necessidade da enorme e cara infraestrutura cabeada da Companhia Telefônica. Para que isso funcione, cada ser humano receberá um número em vez de um nome e terá o CC implantado ainda no período pré-natal. Schaefer será forçado a auxiliar o esquema da TPC chantageando o presidente para que este aprove a legislação necessária. A TPC utiliza uma curta sequência animada (uma paródia deOur Mr. Sun). Masters e Kropotkin usam suas habilidades de superespiões para resgatar Schaefer. Eles entregam a Schaefer um fuzil M16 que ele usa alegremente contra a equipe de segurança da Companhia Telefônica. O trio sai vitorioso do banho de sangue que se segue, mas meses depois, enquanto Schaefer e seus amigos espiões desfrutam de uma reunião de Natal, executivos animatrônicos da Companhia Telefônica são vistos olhando com aprovação para um monitor secreto, enquanto "Joy to the World" toca ao fundo.
Elenco James Coburn como Dr. Sidney Schaefer Godfrey Cambridge como Don Masters Severn Darden como V. I. Kydor Kropotkin Joan Delaney como Nan Butler Pat Harrington como Arlington Hewes Barry McGuire como Velho Vaqueiro Jill Banner como Branca de Neve Eduard Franz como Ethan Allan Cocket Walter Burke como Henry Lux Will Geer como Dr. Lee-Evan William Daniels como Wynn Quantrill Joan Darling como Jeff Quantrill Sheldon Collins como Bing Quantrill Arte Johnson como Sullivan
Produção James Coburn conheceu Theodore Flicker pela primeira vez no set de Charade (1963) onde o roteirista estava visitando seu colega e amigo Peter Stone. Anos depois, Flicker reencontrou Coburn em uma festa de Natal, onde mostrou ao ator o roteiro de um filme que o roteirista desejava dirigir. Após terminar as filmagens de Waterhole No. 3 (1967) para a Paramount mostrou o roteiro a Robert Evans que adorou e um acordo para a produção foi fechado em cinco dias. Sendo o primeiro longa-metragem que Evans aprovou como o novo chefe da Paramount Studios. The President's Analyst fora gravado na cidade de Nova Iorque e nos estúdios da Paramount em Los Angeles. Evans alegou que, durante a produção do filme, foi visitado por agentes do FBI que lhe disseram que a agência não queria que o longa-metragem fosse feito devido à sua representação pouco lisonjeira da instituição. Evans recusou, mas, pressionado pelo estúdio, mudou "FBI" para "FBR" e "CIA" para "CEA", redublando a trilha de voz ligeiramente com falta de sincronização. Ele acreditava que seu telefone estava sendo monitorado pelo FBI (ou pela companhia telefônica) a partir daquele momento. Os créditos iniciais de The President's Analyst incluem um aviso de que ele foi feito sem a cooperação do FBI ou da CIA. A banda musical de hippies liderada por Barry McGuire era um grupo de rock de Los Angeles chamado Clear Light. Eles evoluíram da banda Brain Train e haviam assinado recentemente com a Elektra Records quando foram escalados para o filme, com alguns membros da banda recebendo falas. No entanto, substituíram seu vocalista. (Cliff DeYoung juntou-se a eles como vocalista após a produção do longa-metragem e fora o vocalista principal em seu único álbum; McGuire havia interpretado esse papel) A banda lançou apenas um álbum e três singles antes de se separar. Segundo relatos originalmente chamaram Grateful Dead mas eles recusaram. O navio usado pelo Serviço Secreto Canadense era o iate pessoal de John Wayne, o Wild Goose.
Recepção O filme recebeu críticas positivas da crítica. Roger Ebert do Chicago Sun-Times, concedeu a classificação máxima de quatro estrelas e o chamou de "um dos filmes mais engraçados do ano, equiparando-se a The Graduate e Bedazzled no tom afiado de sua sátira", acrescentou que Coburn "recupera sua forma como comediante" após ter aparecido em In Like Flint e Waterhole No. 3. O filme possui uma aprovação de 77% no Rotten Tomatoes, com base em 22 avaliações cujo consenso é: "Sua sátira cínica da burocracia governamental e da paranoia da Guerra Fria nem sempre funciona, mas "The President's Analyst" se destaca com a atuação irônica de James Coburn e a direção ágil de Theodore J. Flicker". A revista Filmink descreveu o filme como "engraçado, surpreendente e inteligente" e questionou se seu desempenho decepcionante nas bilheterias ocorreu por ser "subversivo demais. Ou talvez o público não gostasse tanto assim de Coburn."
Cenas deletadas Algumas cópias para televisão e versões em videocassete do filme não incluíam algumas das músicas escritas e interpretadas por Clear Light com Barry McGuire, tendo as músicas sido substituídas por música instrumental genérica devido a problemas com direitos autorais. O lançamento em DVD de 2004 restaurou as músicas. Uma cena ausente das edições atuais do filme mostra Schaefer encontrando sua amante Nan aparentemente por acaso em um cinema underground ao estilo dos anos 1960.
Na Cultura Popular O serviço de fax pela internet The Phone Company recebeu o nome inspirado em The President's Analyst. O longa-metragem é a principal inspiração da faixa "The President's Analyst" do álbum Welcome to My Dream (1992) do rapper MC 900 Ft. Jesus.
Referências
Ligações externas The President's Analyst no IMDb